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Persona

Edição nº9

"Eu, nos últimos anos, venho ao pensamento de que talvez devêssemos ter explorado a questão racial um pouco mais". - George A. Romero, em 1968, sobre seu filme "A Noite dos Mortos Vivos"

Quantos “pós” você conhece?

Ano passado, o dicionário de Oxford elegeu a palavra “pós-verdade” como a palavra do ano. Trata-se do termo relacionado a informações falsas que, diante de sua massiva difusão, tornam-se verdade. E o pós-moderno? Termo cunhado no final do século passado está relacionado com os outros “pós” que vivemos. São coisas que ultrapassam o período moderno clássico, relacionado-o, principalmente, a ironia, a distorção de ideologias e a relativização de conceitos de obras artísticas.

Nesta semana, o jornal inglês The Guardian discutiu o termo pós-terror. Para quem assistiu, "Corra!" pode entendê-lo como pós-terror, já que distorce o horror com questões raciais. Ou ainda, o brasileiro "O Rastro", que, de uma forma ou outra, mostra o terror dos hospitais públicos brasileiros. E o medo do que não dá medo se reascende com "A Ghost Story", que estreou esse mês nos cinemas americanos, ainda inédito no Brasil.

Será que vamos categorizar a quebra de padrões sempre colocando um pós no nome? Se sim, o pós existe há muito, muito tempo. O que dizer de Wes Craven que criou um assassino autoconsciente na série "Pânico"? Não há prefixos que lancem da genialidade de alguns filmes que tentam ganhar o espectador não apenas pelo susto. Se for assim, o único pós que achamos válido nesse domingo é um mundo pós-George A. Romero, pai de todo o terror, velado ou não.

Boa leitura!

Os óculos escancaram o começo dos anos 2000: Tribalistas recebendo o Grammy, em 2003.

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Onde postamos o que acontece no blog
Tribalistas e a minha velha infância - Uma crônica sobre os Tribalistas, o começo da adolescência e as novas interpretações que alguns anos a mais podem nos trazer.

Recomendações da Semana

O que fazemos em nosso tempo livre
Terror in Resonance
Charadas. Ataques terroristas no Japão. Dois criminosos. Uma garota forçada a ser cúmplice. Um anime de 11 episódios mais profundo que simplesmente tiros, explosões e o bem contra o mau. - Cesar Cabral
Violar
Cheio de criatividade e abraçando o estilo das brasilidades, o coletivo Instituto, formado atualmente pelos produtores musicais Tejo Damasceno e Rica Amabis, mostrou seu talento em "Violar", de 2015. O disco aposta em uma mistura do tradicional hip hop presente nos trabalhos anteriores com um instrumental influenciado pelo jazz. A obra possui mais de 10 participações de artistas brasileiros, como Nação Zumbi, Criolo e Karol Conka. "Violar" fornece uma viagem musical aos seus ouvintes. - Julia Cortezia

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Como começar a ouvir cumbia (Nexo) - Podcast relata a história e dá dicas sobre um dos ritmos musicais mais populares da América Latina.
Considerações sobre o tal do “pós-horror” (Movement) - Artigo explora as problemáticas do rótulo pós-horror, proposto pela matéria do Guardian.
Cátia de França (r)existe e está em Ebulição (Tpm) - A obra da musicista paraibana de 70 anos tem uma nossa apreciação com a internet e hoje figura em grandes festivais.
Out with the New (The Point) - Ensaio sobre a originalidade da música popular, a nostalgia e a crítica musical.
Toscanini, Trump, and Classical Music as a Tool of Power (New Yorker) - A apresentação sinfônica atendida por lideres mundiais e o poder simbólico da música clássica.
 
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