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Um resumo das notícias da Repórter Brasil
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3 de fevereiro de 2022

Descaso do governo adoece e mata

Começamos o ano com uma série de reportagens que, embora tratem de temas bem diferentes, revelam como o descaso do governo atual causa insegurança, adoecimento e mortes – e, claro, gera lucro para quem age fora da lei e para grandes empresas. 

Em meio ao surto da ômicron, população sofre com falta de testes de antígeno no SUS e na saúde privada; de quem é a culpa?

A oferta de testes rápidos de antígeno para Covid no SUS poderia ter sido maior caso o governo tivesse efetivado a compra de 14 milhões de exames em 2021, cujo processo foi cheio de falhas e se arrastou por mais de cinco meses até… ser cancelado!  

“A oferta [dos testes] atende mais a uma regra de mercado do que ao interesse público”, diz Claudio Maierovitch, médico sanitarista da Fiocruz, a respeito da baixa oferta no SUS. 

Confira a reportagem completa e entenda como a falta de interesse do governo em implementar a testagem em massa no Brasil prejudica o combate à pandemia: Ministério da Saúde cancelou compra de 14 milhões de testes de antígeno em 2021; exame está em falta hoje no país 

E nas farmácias e nos laboratórios privados? Mesmo problema: escassez de testes ou valores exorbitantes não cobertos pelos planos de saúde. Somente após mais de 620 mil mortes, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) obrigou os planos a cobrir esse tipo de testagem. O motivo dessa demora, que ajudou a adoecer a população e espalhar o vírus, passa pela resistência de grandes (e lucrativas) operadoras de saúde. Leia mais:  Após 7 meses de análise, ANS obriga planos de saúde a cobrir teste rápido de Covid

O desprezo do governo em relação à saúde da população mais vulnerável ficou patente na matéria Após vitória histórica no STF, quilombolas têm vacinação lenta contra Covid e adolescentes ficam para trás, em que mostramos como só 48% dos quilombolas adultos foram totalmente vacinados.

Como lutar contra a política anti-indígena do governo Bolsonaro?

Passamos uma semana em uma terra indígena no Pará para mostrar quais as ferramentas que um grupo de jovens indígenas vem usando para denunciar e expulsar madeireiros e garimpeiros de seu território. 

Uma luta que nunca foi fácil, mas que se tornou ainda mais arriscada durante o governo atual. "Eles [os invasores] se sentem muito seguros porque falam que o Bolsonaro está do lado deles e que a gente não é nada", conta Rilcelia Akai, de 23 anos. Ela integra o Coletivo Audiovisual Munduruku, que grava vídeos e usa as redes sociais para divulgar suas denúncias. "É muito arriscado pra nós."

Leia a reportagem Câmera, drone e celular: as ‘armas’ das jovens Munduruku para resistir à escalada de invasões e ameaças e assista ao minidoc

No finzinho do ano passado, mostramos outra ameaça à vida dos indígenas. Desta vez, em um território próximo a São Paulo: Tiros para o alto, casas queimadas e ameaça a crianças: escalada de violência aterroriza indígenas Guarani em SP

Maior marca plus size do Brasil perde na Justiça mas não paga trabalhadores escravizados

A rede de lojas Program foi condenada por impor jornadas de 16 horas em oficina de costura e descontar alimentação, água e luz de imigrantes bolivianos, mas recorreu.

A denúncia revelou que uma gestante chegou a ficar sem comida como represália por buscar atendimento médico. “Quando os patrões descobriram que ela estava grávida, não queriam deixar ela parar de trabalhar”, contou um dos bolivianos resgatados, que é o pai da criança. Leia reportagem completa

Ainda tratando sobre o trabalho escravo, mostramos como o Brasil fechou 2021 com 1937 resgatados da escravidão, maior soma desde 2013. A produção de café foi a atividade com a maior quantidade de trabalhadores envolvidos 

O descaso com a classe trabalhadora segue em grandes empresas, como mostrou a reportagem Transporte irregular dentro da Usina União mata 2 trabalhadores e deixa 16 feridos

Finalizamos com uma última denúncia de empresas – no caso, multinacional – e seus graves impactos socioambientais: Cargill compra soja de fazenda que desmatou na Amazônia e descumpre pacto do setor 

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