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25 RECOMENDAÇÕES PARA A REABERTURA DOS MUSEUS

A Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-C/2020, de 30 de abril de 2020, estabelece uma estratégia de levantamento de medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia da COVID-19 permitindo a abertura ao público dos museus, a partir de 18 de maio de 2020.
Neste âmbito, o ICOM Portugal considera útil o estabelecimento de algumas recomendações para os museus, em cumprimento da legislação, de forma a apoiar os profissionais de museus, na planificação faseada da reabertura dos seus equipamentos.
No contexto atual, com a abertura das exposiçõ
es permanentes e temporárias, a prioridade deverá ser a de procurar o maior equilíbrio possível entre garantir o menor risco de contágio da Covid-19, quer para os profissionais de museus quer para os visitantes.
 
São 25 as recomendações do ICOM Portugal para a reabertura:

1- Conhecer e guiar-se pela legislação em vigor, bem como pelas normas e orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS);
2- Elaborar ou/e atualizar um plano de contingência de acordo com a legislação em vigor, bem como com as orientações da DGS e em articulação com as tutelas;
3- Promover medidas de prevenção sanitárias, a nível da higiene das mãos, etiqueta respiratória, distanciamento social, higienização e desinfeção de superfícies, e da monotorização de sintomas e da proteção individual;
4 – Garantir os equipamentos de proteção individual (EPI) necessários à implementação destas medidas: máscaras cirúrgicas ou comunitárias, viseiras, soluções desinfetantes, luvas, entre outras;
5 - Garantir a definição de lotação máxima dos espaços expositivos e de circulação (5 pessoas / 100 m2) e distanciamento social apropriado (2 metros entre pessoas), sendo que, se possível, se devem privilegiar percursos de sentido único;
6 - Garantir que o atendimento nas bilheteiras, nas lojas e nos espaços de restauração se faz através de barreiras físicas que limitem a proximidade entre os colaboradores e os visitantes;
7 – Limitar a interação física dos visitantes nos espaços dos museus, privilegiando o pagamento em cartão;
8 – Não disponibilizar o serviço de bengaleiro, a menos que seja possível a utilização autónoma dos visitantes, por exemplo através de cacifos com moeda;
9 - Minimizar pontos de concentração/foco dos visitantes junto de equipamentos que convidem à interação, preferencialmente desativando-os;
10 – Evitar a disponibilização de folhetos ou outros materiais promocionais que possibilitam o manuseamento indiferenciado;
11 – Reorganizar as equipas de trabalho, privilegiando o teletrabalho sempre que as funções exercidas o permitam e estruturando equipas em espelho (sempre que possível), estando apenas presentes no local de trabalho os colaboradores considerados necessários ao trabalho presencial;
12 – Reorganizar os locais de trabalho, assim como os fluxos (entrada e saída) destes locais, visando assegurar o distanciamento social entre trabalhadores e o cumprimento das distâncias de segurança;
13 – Promover junto das equipas dos museus o conhecimento destas normas e medidas através quer do estabelecimento de um regulamento interno e de sessões de formação regulares, orientadas para as necessidades e funções de cada um, quer divulgando os planos de contingência que forem sendo realizados;
14 - Estabelecer um plano de limpeza e higienização das instalações de acesso público, aumentando a sua frequência e com recurso aos agentes adequados;
15 - Estabelecer um plano de limpeza e higienização dos bens culturais patrimoniais, respeitando as boas práticas da conservação preventiva e com recurso aos agentes adequados;
16 – Estabelecer, se necessário, procedimentos de quarentena dos bens culturais móveis para assegurar a sua correta conservação e preservação;
17 – Privilegiar e assegurar a ventilação natural regular dos espaços, através da abertura de portas e janelas, se possível, sem recorrer aos sistemas de ventilação artificiais;
18 – Comunicar aos visitantes as normas e procedimentos em vigor, de forma transparente e detalhada, por forma a restabelecer e promover uma relação de confiança entre as instituições e os públicos;
19 – Avaliar, monitorizar e definir os impactos e as necessidades orçamentais e de recursos humanos, decorrentes das medidas sanitárias implementadas e da quebra de receitas, provocadas quer pelo fecho das instituições, quer pela diminuição dos visitantes após a reabertura;
20 – Adequar a programação de acordo com as medidas de prevenção definidas pelas entidades competentes;
21 – Definir e conceber novas programações expositivas, educativas e culturais, destinadas a públicos mais reduzidos, apoiadas em campanhas de comunicação e promoção de âmbito local ou nacional;
22 – Articular a programação digital (desenvolvida nos últimos meses) com a dimensão sensorial da programação, aprofundando metodologias e recursos de forma criativa e sustentável;
23 – Estreitar e reforçar o diálogo com as tutelas, tendo em vista minimizar os efeitos negativos causados pela COVID-19 nos Museus;
24 - Estreitar e reforçar o relacionamento e o diálogo com as comunidades locais, juntas de freguesia, agentes comerciais, associações de moradores e culturais, escolas e outras instituições de ensino, através da promoção de projetos e atividades criativos e sustentáveis;
25 - Estreitar e reforçar o diálogo e a cooperação com os demais museus nacionais, municipais e privados, através da promoção de projetos e atividades criativos e sustentáveis.

A Direção do ICOM Portugal, 12 de maio 2020


Além das recomendações para download, mais recursos recursos disponíveis nesta página:
http://icom-portugal.org/2020/05/12/25-recomendacoes-para-a-reabertura-dos-museus/

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